Fado Violado apresentaram álbum de estreia na Póvoa

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sem nomeNo passado sábado, 23 de maio, a noite foi de flamenco e fado, no Cine-Teatro Garrett.

Os Fado Violado, projeto musical português que cruza flamenco e fado, apresentaram o seu primeiro disco ‘A Jangada de Pedra’. Veja a fotogaleria.

O clássico do saudoso Max revisitado pelos Fado Violado com letra de Artur Ribeiro, com música de Maximiano de Sousa, a voz é da fadista Ana Pinhal e a guitarra é de Francisco Almeida. A produção ficou ao encargo de Daniel Silva português de Évora a residir em Barcelona há 8 anos, também guitarrista de flamenco. O tema já se encontra disponível nas várias plataformas de distribuição e venda digital. Partem da tradição viajando pela Península Ibérica recriando o Fado acrescentando-lhe a densidade do Flamenco mas sem nunca achar-se longe da branca, mágica, viajante mas melancólica Lisboa.

Os Fado Violado nascem das mãos de Ana Pinhal e Francisco Almeida no ano de 2008, após uma primeira colaboração de longo termo nos extintos BoiteZuleika. Ambos do Porto, desde cedo partilharam o gosto pelas artes, particularmente pela música que acabou por ser o elo de ligação entre os dois. Ana Pinhal começou por se dedicar à bossa nova de forma amadora, até integrar em 2002 os coros de BoiteZuleika com a qual viria a gravar o seu primeiro disco “Éramos assim”. O desejo de aprender mais leva-a a frequentar aulas de formação musical e canto, gerando assim o primeiro contacto com o Cante Flamenco que viria a estudar já em Sevilha durante 3 anos na Fundación Cristina Heeren. Surpreendentemente é em Sevilha que o fado a conquista dando assim os primeiros passos naquilo que viriam a ser os Fado Violado com o qual já se apresentou ao vivo em Portugal, Espanha, França e Holanda. O companheiro de palcos é o talentoso Francisco Almeida que começa a sua aventura musical ainda adolescente. Integrou várias bandas de garagem na qual tocava baixo elétrico, cantava, escrevia e compunha mas é aos 20 anos que a música começa realmente a desenhar-se como opção profissional. Os BoiteZuleika faziam êxito com o “Cão muito mau” e os pedidos para concerto multiplicavam-se. Nessa altura, Francisco começa a ter aulas de guitarra jazz e faz um curso de aperfeiçoamento profissional para músicos. Já em 2006 tem o primeiro contacto com a guitarra flamenca realizando vários workshops e master classes, financiados pelo fundo de apoio cultural da GDA. Aos 27 anos ruma de novo a Sevilha onde fica a viver durante 3 anos para estudar guitarra flamenca na mesma instituição onde se encontrava Ana Pinhal.

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