Ouro para Orlando Lourenço e livro dedicado a antigos presidentes marcam 25 de Abril em Lamego

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Orlando_Lourenco_e_Francisco_LOpes2013Exaltação dos ideais de Abril. Tributo a todos aqueles que se entregaram ao exercício de funções autárquicas. Homenagem aos homens e mulheres geradores de riqueza. A sessão solene da Assembleia Municipal de Lamego comemorativa do 39º aniversário do 25 de Abril – “o dia inicial inteiro e limpo” de Sophia de Mello Breyner – foi, sobretudo, um momento de celebração e de reflexão para onde convergiu o passado histórico do concelho e do país e o futuro coletivo que deve ser construído para continuar a engrandecer este território. Para além das intervenções dos representantes dos grupos políticos, a cerimónia ficou marcada pela atribuição da Medalha de Ouro da Cidade a Orlando Lourenço, empresário ligado ao setor dos espumantes, e pela apresentação pública do livro “Município de Lamego – Presidentes de um Século 1909-2009”.

“O elevado espírito altruísta”, “a capacidade empreendedora” e os “diferentes cargos desempenhados ao longo da vida na participação cívica ativa” foram apenas alguns dos muitos méritos evocados para justificar a outorga da mais elevada distinção do Município de Lamego ao atual proprietário e administrador das Caves da Raposeira e Murganheira, a empresa líder dos espumantes no nosso país. Na hora de receber esta distinção, Orlando Lourenço recordou o trajeto profissional iniciado em 1980, ano em que constitui uma sociedade com amigos para adquirir e desenvolver as Caves da Murganheira. Emocionado, agradeceu à sua família e aos seus amigos todo o apoio que obteve neste longo percurso.

Mas foi D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e amigo de longa data, quem melhor soube fundamentar as razões que estiveram na base desta distinção: “O ouro que a cidade lhe confere, em decisão justa e nobre, espelha o ouro da sua alma, pelo seu amor às pessoas e à terra, pela sua entrega e doação à família, pelo seu trabalho inteligente e determinado, pela sua dedicação generosa ao bem comum e pelo seu jeito natural de estar sempre presente na vanguarda da solidariedade com as causas mais nobres do viver humano, social e cristão de Lamego”.

Já anteriormente, os empreendedores do concelho de Lamego estiveram em relevo na intervenção que Vítor Rodrigues, deputado municipal e professor na UTAD, dedicou a esta temática para enfatizar que “são os agentes da mudança e o principal fator do desenvolvimento económico e social do concelho”. “Continuem a trabalhar, não desistam, enfrentem as adversidades e contribuam para a afirmação do concelho no panorama nacional e internacional”, apelou.

Pese embora a crise económica e financeira que assola a  Europa e o mundo, o Presidente da Assembleia Municipal, José Carrapatoso, no discurso de encerramento da sessão solene, sublinhou que “urge manter a esperança que Abril introduziu na nossa sociedade”. “Abril trouxe aos portugueses e, em particular aos lamecenses, a esperança num futuro melhor, mais desenvolvido e de modernidade.  As nossas gentes merecem novas oportunidades, mas carecem de trabalho e emprego. Não consentiremos que os nossos governantes deixem de respeitar esta antiquíssima cidade e as suas gentes”, alertou.

Este ano, a sessão solene evocativa da Revolução de Abril adquiriu um significado muito especial com a apresentação pública da obra “Presidentes de um Século 1909-2009”, da autoria de José Braga-Amaral, que eterniza no papel os “timoneiros que durante os últimos cem anos nos deixaram o legado possível, e a quem Lamego sempre ficará a dever a obra, o exemplo e o amor à terra, por eles protagonizados”, nas palavras de Francisco Lopes. Na ausência de dados biográficos relativos à generalidade dos autarcas que exerceram funções há várias décadas, o livro recorda, para cada um dos mandatos, o conjunto dos eventos e realizações mais significativas devidamente registados nas atas do executivo municipal.

O programa de comemorações promovido este ano, que pretende manter viva a memória dos ideais de Abril, também ofereceu a apresentação do espetáculo musical “Cantar Abril”, pelo grupo Semblante, no palco do Teatro Ribeiro Conceição. Uma atuação muito aplaudida e que levou o público presente a cantar em coro “Grândola, Vila Morena”.

A juntar a isto, na manhã de 24 de abril, alunos de diversos estabelecimentos de ensino secundário do concelho “tomaram conta” do Salão Nobre dos Paços do Concelho para debaterem A crise Económica e a perspetiva de Empregabilidade dos Jovens no Futuro em Lamego e na Região, no âmbito da 5ª Assembleia Municipal do Futuro. Um debate juvenil que contou com a presença de Francisco Lopes, a quem os jovens não se inibiram de colocar diversas questões que consideram prementes para o futuro do concelho e das suas gentes. Mais uma vez, a lista de pedidos de esclarecimento, sugestões e críticas abarcou diversos níveis de intervenção autárquica: ensino, espaços verdes, desporto, economia, apoio social, acessibilidades, entre outros.

 

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