Sintra homenageia Bénard da Costa

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A Câmara Municipal de Sintra presta uma justa homenagem ao cinéfilo e escritor João Pedro Bénard da Costa no próximo dia 29 de Junho, dia do Município, descerrando uma placa evocativa na casa onde este ilustre português viveu e trabalhou.

Os Presidentes do Tribunal de Contas e da Câmara de Sintra, respectivamente, Oliveira Martins e Fernando Seara vão estar presentes na cerimónia, que se realiza dia 29 de Junho, às 19h00, na casa onde viveu Bénard da Costa (Rua Gago Coutinho, nº 6, em Sintra).

João Pedro Bénard da Costa (Lisboa, 7 de Fevereiro de 1935 — Lisboa, 21 de Maio de 2009) foi um professor, cinéfilo e escritor português.Intelectual ativo, presidiu à Juventude Universitária Católica, entre 1957 e 1958, e ajudou a fundar a revista O Tempo e o Modo, em 1963, da qual foi director, até 1970.

A paixão pelo cinema, levou a participar no movimento cineclubista, entre 1957 e 1960. Em 1964 estabeleceu-se na Fundação Calouste Gulbenkian, colaborando no Centro de Investigação Pedagógica, até 1966, e coordenando o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes, entre 1969 a 1971.

De 1966 a 1974 foi secretário executivo da Comissão Portuguesa da Associação Internacional para a Liberdade da Cultura.

Em 1973 voltou ao ensino, desta feita na Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, lecionando História do Cinema, até 1980. Foi então nomeado subdiretor da Cinemateca Portuguesa, vindo a ser seu diretor entre 1991 e 2009.

Entre 1997 e 2001 foi presidente da Comissão do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Sob o pseudónimo de Duarte de Almeida, deu corpo a algumas personagens no cinema, aparecendo em mais de uma dezena de longas-metragens de Manoel de Oliveira (2007 – Rencontre Unique, 2005 – Espelho Mágico, 2002 – O Princípio da Incerteza, 2001 – Porto da Minha Infância, 2000 – Palavra e Utopia, 1995 – O Convento, 1994 – A Caixa, 1990 – Non ou a Vã Glória de Mandar, 1985 – Le Soulier de Satin, 1981 – Francisca, 1972 – O Passado e o Presente) e num filme de João César Monteiro (1989 – Recordações da Casa Amarela).

Autor de vários livros, escreveu o artigo sobre cinema português na Enciclopédia Einaudi, incluído na História do Cinema Mundial (2000), coordenada por Gian Piero Brunetta. Destacam-se ainda as suas monografias sobre os realizadores Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), John Ford (1983), Josef Von Sternberg (1984), Nicholas Ray (1984) e Howard Hawks (1988). Publicou ainda O Musical (1987), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

Recebeu o Prémio Pessoa em 2001, as comendas de Officier des Arts et des Lettres, de França, e da Ordem do Infante D. Henrique, em 1990, o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra, em 1995, e a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura, em 2008.

 

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