“Riqueza sem fim”: trabalhos de Cido, no Posto de Turismo da Póvoa de Varzim

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image002Até 25 de agosto está patente, no Posto de Turismo, uma exposição de Pintura, Artes Gráficas e Arte Aplicada de Cido – Artista Poveiro, no âmbito do projeto “Marcas Poveiras”.

 

A inauguração da exposição realizou-se, na passada sexta-feira, 2 de agosto, na presença do artista e da Vereadora do Desenvolvimento Local, Lucinda Delgado.

 

A autarca lembrou que o projeto “Marcas Poveiras” surge com o objetivo de, por um lado, promover e valorizar interna e externamente algumas das potencialidades que a Póvoa de Varzim oferece e, por outro lado, dar a conhecer e valorizar profissionais do concelho.

 

Neste sentido, referiu que o primeiro passo deste projeto foi dado em março, com a exposição de tapetes de Beiriz, em maio, deu-se destaque ao setor da Ourivesaria e, “hoje temos um grande artista, um homem multifacetado, autor de uma riqueza sem fim”.

 

Lucinda Delgado destacou ainda outra vertente de Dulcídio Marques: “a dedicação e caráter humano, que são uma mais-valia para quem convive com ele diariamente. Um homem com alma e sentimento”.

 

Dulcídio Marques explicou como surgiram algumas das suas obras, revelando que “o pior para mim é olhar para a folha em branco. É uma angústia”.

 

O público presente na sessão fez questão reconhecer o talento de Cido não só na área da pintura e artes gráficas mas também como ator e cantor, “uma pessoa rara”.

 

 

 

Cido – Artista Poveiro

 

Dulcídio Marques nasceu na Póvoa de Varzim em 1932.

 

Artista plástico e designer gráfico, tem dedicado a sua vida à observação, contemplação e apreciação de materiais e formas que lhe permitem realizar uma arte muito própria. Com as coisas que o mar lhe dá, e tantas outras da Natureza, de mestria e sensibilidade estética superior, vai criando obras únicas, de invulgar distinção. Conchas, sargaços, troncos, sementes, asas de insetos, micas, calcários, penas… são elementos essenciais da sua criação. A pintura é uma expressão central na sua manifestação artística que se cruza com a escultura, a arte aplicada e o bordado. A minúcia, o pormenor, o rigor das suas obras refletem o talento natural, a criatividade, o saber das técnicas e o conhecimento maturado da cultura e das várias tradições, em particular, aquelas que, presentes na sua infância e juventude, forjaram uma sensibilidade e curiosidade excecional para o belo e para a perfeição.

 

Os seus trabalhos, apresentados em várias exposições individuais e coletivas, têm merecido o elevado reconhecimento de todos os que as visitam, como tão bem ilustram estes testemunhos: … ultrapassando tudo o que até hoje vi no gênero, revelando um artista consumado, dotado de uma paciência, duma técnica e duma sensibilidade extraordinárias. Creio que a Póvoa deve sentir-se orgulhosa e lisonjeada por ter, entre os seus filhos, um artista desta craveira (Rui Cesariny Calafate, Julho 1982).

 

Uma vez mais reconhecido pela(s) mensagem (s) de uma arte que vai buscar a sua beleza às virtualidades dos materiais simples que a Natureza prodigaliza. O resto é alma. Aí reside toda a riqueza (Manuel Lopes, Julho 1982).

 

…cria beleza em toda a parte e de todas as maneiras. As asas de um inseto tanto bastam para realizar uma obra de arte. É um talento polivalente que atinge a perfeição nas várias áreas do mundo da arte onde passeia como grande artista e grande

 

senhor… (Padre Alexandrino Brochado, 1999)

 

Uma das suas obras, um presépio em sargaço, que se encontra exposto em permanência no Posto de Turismo da Póvoa de Varzim, mereceu o 1º Prémio na Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, em 1997.

 

Um dos trabalhos de que mais se orgulha dentro das iluminuras – uma das suas artes preferidas – é o pergaminho, presente no Vaticano, que serviu como petição ao Papa Paulo VI para a criação da Diocese de Viana do Castelo.

 

A exposição que agora se apresenta constitui uma pequena mostra da diversidade de trabalhos que constitui a obra polivalente de Cido Marques. Incluem-se, ainda, algumas peças que nunca foram expostas, nomeadamente pergaminhos realizados por encomenda da Câmara Municipal para agraciamento de pessoas e instituições por ocasião do Dia da Cidade. Destaca-se, igualmente, o seu mais recente trabalho de arte sacra, outra das suas expressões preferenciais – os reposteiros da capela-mor da Igreja Matriz da cidade, onde podem ser também apreciados, desde 8 de Dezembro de 2012, os reposteiros elaborados para as grandes portas laterais.

A sua multiplicidade artística estende-se a outras manifestações, em particular à música e ao canto, tendo gravado vários discos, ao teatro e às artes performativas, em geral.

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