Joteme apresenta Histórias do Meu Tempo – P. Varzim

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No dia 17 de Julho, sábado, às 17h00, será apresentado no Diana Bar o livro Histórias do Meu Tempo, de José dos Santos Marques (Joteme).
A publicação, que resulta de uma compilação de crónicas escritas pelo autor na imprensa local, é o número 23 da colecção Na Linha do Horizonte – Biblioteca Poveira.
Autobiografia do autor:
“Sou José dos Santos Marques, nascido num casebre da Rua de Traz-os-Quintais desta Póvoa de Varzim a 19 de Março de 1914. Por volta dos 6 anos entrei para uma mestra a fim de aprender o catecismo e as primeiras letras; aos 8 anos passei para a Escola Pereira Azurar, pertinho de casa; passado um ano passei para a Escola dos Sininhos e dali, por mais 2 anos, para a Escola Camões, no extremo norte da Avenida dos Banhos. Que grande pulo…
Aos 12 anos, portanto em 1926, comecei a trabalhar como tipógrafo para a obtenção da formatura em letras de chumbo. Da tipografia Poveira saltei para a de Santos Graça & Frasco onde eram impressos os semanários “O Progresso” e “O Comércio da Póvoa”. Aqui comecei por apreciar os escritos dos seus colaboradores e fiquei com o vício. Nos anos de 1936/37 servi o Exército no quartel do Batalhão de Caçadores 5, em Lisboa, decorria a guerra em Espanha. Em Dezembro de 1948, já com família constituída, rumei para Moçambique, com destino a Quelimane. Quando lá chegado o lugar que me fora destinado estava já preenchido porque esperei oito meses para o embarque. Porém, o amigo Manuel Lopes Ferreira (Quintandura) conseguiu encaixar-me em um escritório, dado que eu possuía o curso comercial tirado às noites na Escola Comercial e Industrial Rocha Peixoto, concluído em 1943, ficando assim pela teoria, sem qualquer prática. Consegui-a com a ajuda de um técnico, já idoso, de nome José Maria Alcoforado, revolucionário de Monsanto para repor a monarquia. Foi o período mais difícil porque trabalhava de dia e de noite. Conseguida a carteira profissional de guarda-livros e dentro mais ou menos do mesmo regime de trabalho, consegui a gerência de duas empresas. Com a independência de Moçambique passei a funcionário na empresa estatal – EMOPESCA – na Beira, até 1981, ano em que regressei à Póvoa de Varzim”.

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