“Encontro de Sentidos” na vila medieval de Monsaraz

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A exposição de texturas e pinturas “Encontro de Sentidos”, de Lena Horta Lobo e Armindo dos Santos, está patente até 10 de outubro na Igreja de Santiago – Galeria de Arte, na vila medieval de Monsaraz. A mostra foi inaugurada no sábado, dia 3 de setembro, integra o ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto e pode ser apreciada diariamente entre as 9h30 e as 12h30 e das 14h às 18h.

Lena Önnesjö Horta Lobo nasceu em Estocolmo, na Suécia, e desde 1976 vive e trabalha em Lisboa. Durante a sua carreira, a artista apresentou os seus trabalhos em exposições coletivas e individuais em Portugal, Suécia, Polónia, Dinamarca e Alemanha.

Lena Horta Lobo diz que “de uma forma espontânea e experimental trabalho a tapeçaria, pintura têxtil, aguarela, colagem, fotografia e papel artesanal. Junto vários materiais, como lã, linho, seda, algodão, casca de bétula, vidro e papel, mas também reciclo e reutilizo sobras para criar novas peças. A fonte de onde brotam as ideias é a natureza, as cores dominantes são azul e verde, mas também vermelho, amarelo e laranja, que sinalizam vários percursos onde transparece o sentimento da saudade, tanto das florestas e águas da Suécia, como da luz e do calor da minha vida em Portugal.”

Armindo dos Santos nasceu em Lisboa, é Professor Emérito da Universidade Nova de Lisboa, e integrou o movimento parisiense de artistas pintores autointitulado Cloche-Art. Em Paris frequentou os ateliês do Beaux-Arts e os da Universidade de Paris VIII, onde se iniciou na escultura e na gravura, ao mesmo tempo que experimentava novas técnicas de pastelista e colorista, formas de expressão a que posteriormente deu preferência.

De regresso a Portugal, realizou exposições na província, com o objetivo de contribuir para uma maior abertura cultural do interior do país. Armindo dos Santos apresenta em permanência os seus desenhos e pinturas no site catalão “Arte Lista”, trabalhos em que o ser humano é o protagonista da obra.

O artista retrata a vida, com “personagens apanhadas a gerir afetos, conflitos, ausências. Enfim, a viverem! Por vezes surgem símbolos, num segundo plano, que se repetem. Se o observador tiver essa disponibilidade pode procurar-lhes um sentido. Os pássaros, os gradeamentos, as claves de sol, os gatos podem levar a pensar em liberdade, prisão, alegria, solidão ou no que a imaginação permitir. Se a ação acontecer, será apenas a vida a tentar compreender a vida”.

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