Autarquia de Oliveira de Azeméis apoia Cerciaz na construção de lar residencial

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A Cerciaz, Centro de Recuperação de Crianças Deficientes e Inadaptadas de Oliveira de Azeméis, quer construir, nos próximos anos, um lar residencial que permita o alojamento temporário e permanente para 20 utentes.

O projeto, elaborado pela Câmara de Oliveira de Azeméis, foi já aprovado pela Segurança Social estando a instituição agora à procura de fontes de financiamento.

O primeiro passo foi dado com a apresentação pública do projeto, um velho sonho que surge como resposta às necessidades emergentes sinalizadas pela instituição de criar alojamento para pessoas portadoras de deficiência mental e multideficientes, impedidas de viver no seu meio familiar.

Do ponto de vista técnico, o imóvel desenvolve-se em dois pisos com 850 metros quadrados de área de construção com oito quartos duplos e triplos. Os vinte alojamentos terão caráter fixo (15), temporário (3) e os restantes dois destinam-se a situações de emergência social.

O novo complexo, com áreas destinadas ao apoio administrativo, gabinetes, salas de atividades e refeições, apoio logístico e instalações sanitárias, será apoiado ainda por um jardim localizado numa área exterior privada.

“Trata-se de uma infraestrutura de extrema importância para a Cerciaz e para o município, contribuindo para que este fique melhor preparado para responder a situações de emergência”, afirmou o presidente da instituição, António José.

“Vamos agarrar isto com paixão nos próximos anos”, acrescentou o dirigente, notando que “sem a colaboração da autarquia este projeto não seria possível”.
Para o presidente da Câmara Municipal, Hermínio Loureiro, “a Cerciaz não para de surpreender pela visão estratégica em atingir objetivos e outras respostas, tornando os sonhos em realidade”.

“Esta nova oferta [lar residencial] faz falta e uma vez mais esta instituição está na linha da frente”, disse, elogiando a “qualidade do projeto”, a “ambição da Cerciaz” e o “notável espírito empreeendedor dos seus dirigentes”.

Segundo afirmou, o momento agora é de “procurarmos fonte de financiamento para que este projeto estruturante se possa transformar em realidade”.

Nesta matéria, o presidente do município garante “o total empenho” da autarquia numa “oferta que tanta falta faz à sociedade e à qual não poderíamos ficar indiferentes”.

A construção do lar residencial juntar-se-á, no futuro, a outras valências que a instituição, criada em 1980, disponibiliza aos 150 utentes, nomeadamente ao nível de atividades ocupacionais, programas de orientação profissional, formação profissional e emprego, inclusão e respostas sociais educativas.

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