Exposição No Borders traz arte japonesa contemporânea ao Museu do Oriente

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No Borders_18. fuji1Obras criadas no Japão, Estados Unidos da América, Singapura e Portugal apresentam o percurso transversal da artista japonesa Izumi Ueda Yuu em No Borders, a sua primeira exposição em Portugal, que inaugura a 21 de Janeiro, 18.30, no Museu do Oriente.

Para ver até 27 Março, a exposição integra cerca de 50 obras, incluindo três instalações, gravuras de grande formato, esculturas em várias dimensões e técnicas – como a emblemática “Steps”, formada por centenas de círculos e “No Time to Kill” -, um conjunto de 30 objectos e peças de estudo.

Recorrendo a meios como a pintura, a gravura e a escultura, a artista cristaliza nas suas criações a relação particular que estabelece com cada um dos locais que visita, sendo frequente a utilização de materiais encontrados in situ. Instalações de grandes dimensões como “Shoes, shoesou “Mount Fuji”, referenciam a vivência social japonesa e a dicotomia, por vezes tensa, da tradição vs progresso.

Assumindo a superfície – ou o tangível – como a sua base trabalho, Izumi Ueda Yuu procura relatar as histórias do que vive e existe no interior das formas e dos objectos. O modo directo e es­pontâneo com que cria objectos, a partir de formas familiares, reflecte uma prática artística que flui na continuidade da vida quotidiana. Exemplo disso são séries de gravuras como “Ann’s Garden Gloves” ou “Love has no borders”, ou mesmo os objectos-escultura “Knitted Paper Objects”. Este exercício diário de observação, registo e transformação, atravessa mais uma fronteira, a da experiência imediata, da pele e da superfície, para a intimidade da in­terpretação.

No Borders é a súmula das experiências de Izumi Ueda Yuu através de vários âmbitos geográficos e humanos (artista, mulher, mãe), apresentadas em instalação, gravura e pintura, de onde se destaca uma versão inédita de Mount Fuji, desenvolvida propositadamente para esta exposição no Museu do Oriente.

Os trabalhos de Izumi Ueda Yuu já figuraram em inúmeras pu­blicações especializadas e catálogos, integrando ainda colecções privadas e públicas a nível internacional. Formada em Escultura pelo Maryland Ins­titute College of Art, a artista participa regularmente em mostras colectivas e indi­viduais, desde 1967, e foi artista-residente no Hungarian Multicultural Center [Hungria], Fundação OBRAS [Portugal], AWA Paper Factory e Atelier Ou­totsu Printmaking [Japão].

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