Vila do Bispo foi Capital do Perceve

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_MG_4435-2Vila do Bispo foi ao longo deste fim-de-semana, 4 a 6 de setembro, a capital nacional do percebe, evento que atraiu ao concelho mais de seis mil visitantes, incluindo muitos estrangeiros.

Segundo a organização, ao longo daqueles três dias foram consumidos mais de 2.500 Kg de marisco, incluindo cerca de 800 kg de perceves.

Entre as iguarias, os visitantes puderam degustar, para além dos afamados perceves, lapas, burgaus, mexilhões, papas de xerém entre outros petiscos, ou seja, toda uma gama de sabores capazes de agradar aos mais variados paladares.

O grupo Albuhera, o artista João Paulo Cavaco, o grupo Vozes do Sul, o artista Xico Barata e a Banda Alhada foram os responsáveis pela animação musical do certame.

No decorrer desta iniciativa foi projetado o filme “Marisqueiros da Vila do Bispo – Filhos de um Mar Maior”. O mesmo mostra os riscos que os marisqueiros correm para obter este marisco, demonstrando o porquê do preço deste produto e ainda a questão cultural em volta desta apanha.

Segundo Paulo Barata, presidente da Associação de Marisqueiros de Vila do Bispo e Costa Vicentina, entidade organizadora do evento com o apoio da Câmara Municipal, o mesmo superou todas as espectativas, pois o número de visitantes, uma vez mais, foi superior ao previsto, conseguindo assim, atingir os objetivos do Festival: promover uma das maiores iguarias gastronómicas do município, o perceve, e provar que o Festival do Perceve começa a ser um lugar de passagem obrigatório.

 

Sabia que…

Em Vila do Bispo o perceve é conhecido desde tempos bastante recuados.

A sua presença foi detetada, por exemplo, numa sepultura existente junto aos Menires do Monte dos Amantes, em Vila do Bispo.

Alguns autores dos séculos XVI e XVII escreveram, também, sobre ele. Por volta do ano de 1600, o advogado Henrique Fernandes Sarrão, na sua “História do Reino do Algarve”, ao descrever a vida piscatória de Sagres, escreveu que aqui “…há muito marisco de lagostas, lobagantes, centolas, perceves, mexilhões, e se toma muito pescado.” Outra personalidade que passou por terras de Vila do Bispo, o engenheiro militar napolitano Alexandre Massay, em 1621, referiu-se, igualmente, à abundância de peixes e de mariscos na costa algarvia, salientando que “…deles estão cobertas as praias e as rochas”.

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