
Os trabalhos expostos foram realizados no âmbito de um ateliê de artes visuais, dinamizado por Leonor Serpa Branco, pintora e professora. A exposição foi estruturada em volta de alguns conjuntos temáticos, nomeadamente: o Foral de Évora, ambientes, inspiração da natureza, drôleries (grotesto), trovadores e jograis, figuras religiosas e anjos.
Nos seus trabalhos, os autores procuraram abordar temas muito variados: flores, animais, letras capitulares, músicos com os seus instrumentos musicais, animais, animais fantásticos, figuras religiosas, assim como ambientes da vida no campo e na cidade da época medieval.
Segundo Leonor Serpa Branco, “a elaboração deste conjunto de pinturas foi um desafio constante, no trabalho de pormenor e do detalhe, experimentando outro tempo, tempo este que é tão diferente nos dias de hoje e escapa à nossa sensibilidade, ao nosso olhar e ao nosso estar”.
Esta exposição mostra-nos como a Idade Média não foi apenas um período de trevas que separa a Antiguidade Clássica do seu Renascimento. Para os românticos é considerada uma floresta gótica, frondosa, pouco conhecida. Nessa floresta existiam centros em que se faziam maravilhosos livros, iluminados com preciosos desenhos, coloridos com reluzentes cores, em que se representavam cidades e campos, cortes e aldeias, mercadores, cavaleiros e trovadores, cenas da vida de Cristo e da Virgem Maria, anjos e santos, animais reais e fabulosos. Fazer esses livros era um trabalho duro, esgotante e sem fim, mas do esforço desses monges sobreviveram alguns testemunhos, que ainda nos nossos dias desafiam e iluminam as nossas imaginações, com as suas cores brilhantes e cintilações douradas.
