O Auditório do Complexo Paroquial de Mangualde acolhe, no próximo dia 3 de março, sábado, pelas 21h00, a peça de teatro «EIRA» – um monólogo inspirado em textos de autores das Beiras, na ruralidade, crenças e tradições. Esta criação de Sónia Barbosa e Helena da Silva, apresentada pelo «naco – núcleo juvenil de animação cultural de oliveirinha», é uma organização da Câmara Municipal de Mangualde. A entrada é grátis.
Com a duração de 60 minutos, esta peça retrata a vida de uma mulher que é ao mesmo tempo personagem e “contadora de histórias”. Com ela atravessamos vários ciclos: o ciclo da sua vida, o ciclo das estações do ano e o ciclo dos trabalhos agrícolas e das festividades rurais. A narrativa desenvolve-se ora em tom de brincadeira e jogo influenciado por tradições locais, ora em tons de fábula fantástica (“A Feiticeira” de Ana de Castro Osório, cuja temática é a superstição e o mundo do sobrenatural), ora de ironia crítica sobre o temperamento destas gentes (“A Galinha” de Vergílio Ferreira), ora de doce melancolia do retorno às origens, no concluir do ciclo (“A Carta” de Vergílio Ferreira).
Atriz, encenadora e formadora, Sónia Barbosa é licenciada em Estudos Teatrais/Interpretação na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Porto. O seu percurso como atriz vai além-fronteiras com uma experiência em Itália, onde aproveitou simultaneamente para trabalhar e estudar, acrescentando a sua formação com mestres como Jean-Louis Martinelli (Ècole dês Maitres – 2001), Nicolai Karpov, Anton Milenin, Mammadou Diuome, Maurice Bénichou, Alejandra Manini, entre outros. Responsável por várias encenações – «o Porto a Napoli» de Sónia Barbosa e Roberto Cardone, com música ao vivo (Teatro Comunale de Caserta-2007), «Estilhaços a partir de A. Tchekhov» (Projeto Off – 2009), «Crime e Salvação de Marguerite Yourcenar» (Naco – 2010), «Pinóquio a partir de Carlo Collodi» (Companhia Paulo Ribeiro/Teatro Viriato – 2010), «Os malandros a partir de Bertolt Brecht» (Projecto Off – 2011), entre outras – atualmente Sónia Barbosa trabalha como professora de teatro e expressão dramática em vários contextos (Câmara M. Sta. Mª da Feira, Associazione Historia-Roma, Universidade de Génova, Lugar Presente/Companhia Paulo Ribeiro, Teatro Viriato, APPDA-Viseu, Associação Naco, etc).
Licenciada em Estudos Teatrais pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, Helena da Silva, divide-se entre a representação e o ensino. Professora de Expressão Dramática no Instituto Jean Piaget de Gaia e Macedo de Cavaleiros e de Arte Dramática e de Produção de Espetáculo, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança (entre 2000 e 2005), em 2006 íntegra a Companhia de Teatro do Frio, Pesquisa Teatral do Norte Crl., onde desempenha funções de Produção e Conceção de Projetos. Um ano depois conclui a Pós graduação em Texto Dramático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e em 2011 cria a empresa F.A.D.A – Formação Aplicada ao Drama. Do seu percurso como atriz, podemos destacar a sua participação em «A Formiga e a Neve» a partir de António Torrado, e «A Barca dos Sonhos», a partir de Almeida Garrett, da Companhia Teatrices, «Alguém cá Dentro», texto e encenação de José Carretas, com a companhia de teatro Urze; «Woyzeck» de George Buchner, encenação de Giancarlo Cobelli (ècole dês Maitres- 2003), em digressão por várias cidades italianas (Roma, Torino, Prato, Udine, Sacile); «Relíquias», baseada na obra “A Relíquia” de Eça de Queirós, encenada por Lee Beagley, «Ai que Medo!» encenada por José Carretas com a companhia Panmixia, AC; «Pinóquio» a partir do texto de Carlo Collodi, encenação Sónia Barbosa, Companhia Paulo Ribeiro; «Ler-te ao Perto» e «Preto às Cores», conceção da Companhia Pele.

