Trofa relembra combatentes Trofenses na Guerra Colonial com testemunhos na primeira pessoa

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A Casa da Cultura da Trofa abre as portas da sala de exposições no mês de novembro à exposição “7 Colónias, 7 Homens e 3 Guerras e ½. Memórias de combatentes trofenses na Guerra Colonial.

 

Esta exposição surge integrada na evocação dos 50 anos da Guerra Colonial, e como homenagem da Câmara Municipal da Trofa àqueles que deram a vida na Guerra Colonial, inserindo-se ainda nas Comemorações do 13º Aniversário da Criação do Municipio da Trofa.

 

A inauguração será no dia 12 de novembro, pelas 16h00, na Casa da Cultura e ficará patente até 31 de dezembro.

 

Esta exposição retrata o relato de sete ex-militares Trofenses que vivenciaram de perto todo este cenário de guerra. Assim ao longo da exposição é possível encontrar uma diversidade de relatos vindos das frentes e das retaguardas da guerra.

 

Estas histórias e testemunhos são já um património de um passado cada vez mais longínquo e objeto de transmissão oral a filhos e netos. Se, por um lado, há relatos onde o fator sorte trouxe aos militares uma estadia descansada entre os mobilizados para Timor (Joaquim Silva), Cabo-Verde (José Maia), Macau (José Neves) e até mesmo para os que estiveram na retaguarda da Guiné (Manuel Pinto), houve os que acarearam a frente, como são os casos de Angola (Joaquim Sousa) e Moçambique (Abel Ferreira). Ressalva para o caso peculiar de Júlio Reis que esteve naquilo a que metaforicamente apelidamos de «meia-guerra». Maqueiro em Pondá, na Índia, tal como outros quatro trofenses, encontrava-se neste território quando as forças armadas indianas o invadiram, ficando como prisioneiro de guerra durante seis meses até à sua deportação para Portugal, via Paquistão.

 

Além do apoio destes ex-combatentes, com os seus relatos a autarquia Trofense contou, ainda, com a colaboração do Museu da Guerra Colonial para a execução desta mostra.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Um bem haja à C M Trofa por este evento, fazendo recordar o que as gerações de 60 e 70 passaram.
    Também eu pertenci a essa geração tendo como destino Moçambique.
    Era a “geração do à rasca” daquele tempo, só que quando iamos não sabiamos se voltavamos.
    Um abração para todos aqueles que LÁ estiveram

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