Uma competição tão importante como o Campeonato do Mundo, seja de seniores seja de Sub-19, reúne sempre os melhores praticantes de Voleibol de Praia, com as suas mochilas cheias de experiências e histórias.
Os atletas portugueses estão ainda gatinhar no árduo caminho que conduz a um atleta de alta competição. Atletas como, por exemplo, Miguel Maia, um dos jogadores mais antigos do Circuito Mundial, com três participações em Jogos Olímpicos [Atlanta, Sydney e Atenas], nos quais obteve dois quartos lugares.
Simão Teixeira é primo de Miguel Maia, de quem recebeu como prenda uma camisola (a primeira usada pelo atleta na sua carreira) quando tinha seis meses de idade… Depois de entrar a gatinhar no Voleibol de Praia, Simão chegou agora a jogador da selecção portuguesa que disputa o Mundial no Edifício Transparente, no Porto, e os seus passos firmes revelam a determinação de quem quer singrar na modalidade.
“Quase todas as pessoas da minha família praticavam Voleibol e eu gostei logo da modalidade, embora também praticasse ténis. Por influência da minha irmã e do meu primo Miguel, optei pelo Voleibol e há 11 anos que jogo Voleibol no SC Espinho [clube de Miguel Maia no indoor] e adoro jogar Voleibol de Praia.
Ídolos? Creio que não conheço ninguém que não gostasse de ser como o Miguel e ter uma carreira como ele no Voleibol de Praia, onde chegou ao mais alto nível e disputou três edições dos Jogos Olímpicos, o que está ao alcance de um número muito reduzido de atletas.
O Miguel é muito rápido, tem uma grande qualidade no passe, mas acho que uma das suas melhores armas é a visão e leitura do jogo dos seus adversários”.
Sobre o jovem jogador luso, o mais credenciado voleibolista português traça um quadro onde as qualidades humanas e desportivas se misturam:
“Simão é um miúdo muito tranquilo, educado e trabalhador. Em termos desportivos, tem bastante técnica, o que não é de admirar pois foi praticamente nado e criado a jogar Voleibol nas praias de Espinho.
Tem aptidão para a modalidade, técnica e tenacidade, embora lhe falte altura [178 centímetros] e explosão, que são factores fundamentais no Voleibol de Praia actual.
O Circuito Mundial mudou muito nos últimos anos. Há jogadores muito altos e é muito difícil para uma dupla como a minha e do Pedro Rosas chegar ao Quadro Principal.
Se formos a ver as duplas do Qualifying, são as mesmas que há pouco tempo disputavam o Quadro Principal. Não está fácil vingar a nível internacional”.
O Campeonato do Mundo de Sub-19 tem cobertura televisiva por parte da Sport TV e, tal como as etapas do Circuito Mundial, terá higtlights nas televisões de praticamente todo o mundo.
Os jogos realizados no Campo Central podem ser visto em directo pelo sistema de live streaming no site da FPV.

