“Inês de Castro, até ao fim do mundo…”, 1 de Maio, no Auditório Municipal – P. Varzim

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A história de amor de D. Inês de Castro e D. Pedro I dá mote à peça de teatro que será apresentada no dia 1 de Maio, sábado, às 22h00, no Auditório Municipal. Integrada na Temporada Teatral, da responsabilidade do Varazim Teatro, “Inês de Castro, até ao fim do mundo…” será representada pelo Grupo Dragão 7 (São Paulo – Brasil).
“Inês de Castro, até ao fim do mundo…” conta a trágica história de amor do par romântico mais célebre da cultura portuguesa, D. Pedro I e Inês de Castro. Uma história que suplantou as guerras, atravessou os séculos e agora, atravessa o Oceano Atlântico, abaixo da linha do equador, para mostrar mais uma vez uma das mais belas histórias de amor. Saída de uma Idade Média, onde a paixão, morte, dor, ódio, poder, razões de Estado, loucura e beleza, que estão neste episódio da história, constituem afinal, o que é a essência da humanidade nos seus “Sucessos” e “Fracassos”.
“Inês de Castro, até o fim do mundo…” é inspirada no livro Mensagens de Inês de Castro de Chico Xavier e Caio Ramacciotti, a partir das cartas de Inês de Castro, coroada rainha depois de morta, em Coimbra, Portugal. Recuamos no tempo até Portugal da Idade Média, onde se desenvolve, no decorrer da história, a saga de amor, um amor proibido mas intenso, entre Inês de Castro e D. Pedro I, futuro rei de Portugal. Um épico português carregado de amor e tragédia e que mostra factos históricos do século XIV na Península Ibérica composta por Portugal, Navarra, Aragão e Castela, de onde vem Inês de Castro, dama de companhia de Constança Manuel, esposa de Dom Pedro I, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal.
Já na cerimónia de casamento com Constança, D. Pedro I não consegue ver ninguém, a não ser Inês de Castro, dama de companhia de sua futura esposa.
A inesperada paixão de D. Pedro I por Inês de Castro atormenta a Corte Portuguesa, principalmente por razões políticas, sobretudo pelas alianças feitas desse matrimónio, entre os reinos de Castela e Portugal. Para evitar maiores danos à corte portuguesa, o rei D. Afonso IV manda Inês de volta para Castela em exílio. Com a morte de Constança Manuel, no decorrer do parto do filho D. Fernando, D. Pedro vai buscar Inês e passam a viver juntos, contrariando a vontade do Rei e de toda a corte.
A morar em Coimbra com os seus filhos, Pedro e Inês tornam-se o casal mais visado do Reino. Atormentado por esses factos, D. Afonso IV convoca uma reunião para dar a sentença de Inês – ela é degolada, enquanto D. Pedro I caçava com seu cunhado, na manhã de 7 de Janeiro de 1355.
A partir daí, D. Pedro I revolta-se contra tudo e todos, inclusive contra o seu pai. Quando assume o trono de Portugal, anos depois, retira o corpo de Inês de Castro do Paço de Santa Clara, onde estava sepultada, faz um cortejo com todas as honrarias de uma Rainha exigindo que cada cidadão português beije as mãos de Inês que fora coroada por ele, mesmo depois de morta.
Transfere o corpo de sua amada para o Mosteiro de Alcobaça, onde constrói dois túmulos para abrigar primeiro o corpo de Inês, depois o dele, onde ainda hoje permanecem juntos, D. Pedro I e “Inês de Castro, até ao fim do mundo…” .

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