Geoparque representado na conferência “As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas” – Arouca

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O ministro do Ambiente português exortou hoje, em Coimbra, os goecientistas lusófonos a fortalecerem a cooperação técnica e científica, para colocar no centro das preocupações dos decisores a “agenda ambiental para o século XXI”.

“Precisamos de promover, aprofundar e partilhar os conhecimento necessários aos processos de tomada de decisão, tendo em vista os compromissos assumidos visando alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, sublinhou Francisco Nunes Correia na abertura da conferência internacional “As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas”.

Segundo Nunes Correia, o Ministério do Ambiente tem dado especial atenção à cooperação com os países lusófonos, que desafiou a aproveitarem o saber, recursos e competências dos organismos sob a sua tutela.

O primeiro dia dos trabalhos contou com uma delegação de Arouca liderada pelo presidente da Câmara Municipal, José Artur Neves, que incluiu ainda o presidente da Associação Geoparque Arouca, Campelo de Sousa, o coordenador científico do projecto, Artur Sá, e a geóloga Daniela Rocha.

Durante a conferência – promovida pelo Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra – o Geoparque Arouca está representado por um “stand” institucional.

Maria Helena Henriques, organizadora da conferência e coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra, sublinhou a pertinência da iniciativa por haver problemas comuns como a escassez de água, perdas económicas e de vidas humanas devido a desastres naturais, desertificação, gestão não sustentável de recursos geológicos, desordenamento do território ou perda de biodiversidade.

Na sua perspectiva, este é o “primeiro passo, de entre muitos, que neste novo milénio terão de convergir para uma lusofonia reformulada, que ajude a enfrentar o actual estado de emergência planetária” – “uma lusofonia para a sustentabilidade económica, social e ambiental”.

O ex-Presidente Mário Soares, que representou a fundação com o seu nome e a Fundação Portugal-África, defendeu que a lusofonia não seja apenas expressão da língua, mas um espaço de afecto entre os povos, de solidariedade e de cultura.

Mário Soares criticou a China e Estados Unidos, os maiores poluidores mundiais, por se recusarem a cumprir os acordos de Kyoto para redução das emissões poluentes, inviabilizando assim o desenvolvimento de planos para a defesa do planeta.

A conferência conta com 70 comunicações, de especialistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e quatro visitas de campo, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, de 15 a 20 de Outubro, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura.

A encerrar a conferência, esta terça-feira, será divulgada a Declaração de Coimbra, subscrita pelos participantes e pela Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra, de Portugal, Brasil, Moçambique e de Cabo Verde, este último em fase final de constituição.

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