Alunos de Arouca disputam concurso europeu com projectos a pensar no Ambiente

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Seis alunos portugueses integram o lote de cerca de 200 estudantes do ensino secundário, de perto de 40 países, participantes no 20º Concurso Europeu de Jovens Cientistas, que arranca hoje em Copenhaga, na Dinamarca.

Os jovens portugueses concorrem com dois trabalhos, um na área da Biologia, fruto de uma parceria entre as escolas secundárias de Arouca e Júlio Dinis, de Ovar, e o outro na de Ciências do Ambiente, apresentado pelo Colégio Internato dos Carvalhos, de Vila Nova de Gaia.

“A Ameaça xenobiótica – Paracentrotus lividus e a Barrinha de Esmoriz” é o projecto de Arouca e Ovar, envolvendo os alunos Beatriz Moreira, Sérgio Almeida e Vasco Sá Pinto, assim como o professor Filipe Ressurreição.

O trabalho assenta num novo modelo de estudo para ecossistemas lagunares e de estuários, utilizando bioensaios de toxicidade desenvolvidos em ouriços-do-mar da espécie Paracentrotus lividus.

“É um novo modelo de biomonitorização [forma de avaliar a qualidade ambiental recorrendo a organismos vivos] para um ecossistema lagunar, neste caso a Barrinha de Esmoriz, e o grande trunfo é a sua aplicabilidade”, afiançou hoje à agência Lusa Sérgio Almeida, de 19 anos.

Segundo o estudante, que agora frequenta Engenharia Electrotécnica de Computadores na Universidade do Porto, pode-se, desta forma, na monitorização de ecossistemas marinhos poluídos, substituir análises clínicas laboratoriais pelo estudo de desenvolvimento do ouriço-do-mar.

“O ouriço-do-mar existe na zona costeira do Norte e é um bom modelo de biomonitorização, o que torna este método mais barato, rápido e sensível”, disse, precisando que, nesta fase inicial do projecto, foram detectados três poluentes: PCBs (bifenis policlorados), arsénio e manganês.

Sérgio Almeida está convicto das virtualidades da investigação, assente num modelo de biomonitorização “nunca antes utilizado”, mas, em Copenhaga, quer sobretudo adquirir “experiência” e fomentar a sua capacidade para “desenvolver novos projectos”.

“Chegar aos prémios é muito difícil. Se ganharmos uma menção honrosa, já ficamos satisfeitos”, acrescentou.

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