O País deve muito aos emigrantes e «terá de estar consciente da responsabilidade perante as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo», afirmou hoje o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Alfredo Henriques.
«Numa dada época, Portugal viveu muito à custa das remessas que os emigrantes mandaram para cá», disse Alfredo Henriques.
O autarca realçou que os portugueses «sempre tiveram o espírito de correr mundo», procurando «melhores condições de vida».
Alfredo Henriques sublinhou que no município de Santa Maria da Feira «há um carinho muito especial pelos emigrantes».
Destacando a «forte ligação existente com as comunidades feirenses espalhadas pelo mundo», sublinhou que a autarquia «está atenta desde há muito ao fenómeno da emigração».
«Temos consciência da importância dos emigrantes e da nossa responsabilidade em manter essa ligação», disse, referindo que existe mesmo na Junta de Freguesia de Lobão um espaço de apoio aos portugueses da diáspora.
O presidente da autarquia falava hoje à margem da I Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas no dia em que os trabalhos integraram um painel dedicado a Santa Maria da Feira, tendo sido apresentado um documentário sobre a emigração concelhia.
A I Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas decorre até sexta-feira na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, numa iniciativa da Associação dos Portugueses no Estrangeiro e da autarquia local.
A convenção integra delegados indicados pelas comunidades portuguesas, especialistas na matéria da emigração e membros do Governo português e na sessão de encerramento contará com a presença do Secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

