O agrupamento de municípios de Entre Douro e Vouga “não vai deixar de afirmar a sua identidade” estando integrado na Área Metropolitana do Porto, defendeu hoje, em Oliveira de Azeméis, Oliveira e Sousa, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).
“O Entre Douro e Vouga conseguirá afirmar a sua identidade sem prejuízo de beneficiar da vantagem de estar num meio mais vasto, como é a Área Metropolitana do Porto, para efeitos de ciência, tecnologia e inovação”, disse, em declarações à EDV Informação.
“Entendo que a região vai continuar a conseguir fazer um desenvolvimento sustentado que traga – conjuntamente com esses aspectos inovadores da área metropolitana – a valorização de recursos locais, em domínios como a paisagem, o turismo, a cultura local e também o dinamismo económico muito grande que aqui existe”, acrescentou o antigo coordenador da Acção Integrada de Base Territorial (AIBT) do Entre Douro e Vouga, desenvolvida entre 2000 e 2006.
Oliveira e Sousa falava à margem do seminário final do projecto “EDV em Rede”, dinamizado desde Outubro de 2006 pela Agência de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga (ADREDV).
O programa, que congregou 70 formandos oriundos de instituições de Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra, pretendeu “suscitar uma cultura de trabalho em rede transversal a diferentes sectores”.
O “EDV em Rede” promoveu três cursos, uma pós-graduação, para além de outras actividades, como seminários, intercâmbios ou estágios internacionais. Segundo o coordenador da ADREDV, Elísio Mata, “os 50 projectos saídos desta iniciativa abrem um novo olhar sobre a região”.
“A ideia foi ajudar a criar uma rede de agentes locais em diferentes níveis, permitindo ao mesmo tempo capacitar técnicos e dirigentes com ligações a áreas como o empreendedorismo e a inovação, a cultura, o turismo ou a acção social”, acrescentou Elísio Mata.
Durante o seminário final, realizado esta quarta-feira na Estalagem S. Miguel, em Oliveira de Azeméis, estiveram em exposição os trabalhos realizados pelos formandos.
O projecto teve um custo na ordem dos 770 mil euros e foi financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte, tendo sido apresentado em 2006 durante a primeira edição do Congresso Internacional do Entre Douro e Vouga.